quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

EQUIPE DE TRANSIÇÃO ESTUDA AS MUDANÇAS PARA A NOVA GESTÃO

ENTRE AS NOVIDADES, CRIAÇÃO DE UMA CONTROLADORIA-GERAL E DE UMA EMPRESA DE TURISMO

Coordenador de Transição Hélio Doyle
Coordenador de Transição Hélio Doyle fala sobre a estrutura administrativa do novo governo
O coordenador de transição, Hélio Doyle concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (16) para falar sobre a estrutura administrativa do novo governo. Ontem foram apresentados os novos secretários e segundo Doyle, em reunião o futuro governador Rodrigo Rollemberg passou as diretrizes e falou sobre o que esperava de cada um dos secretários. Rollemberg enfatizou sobre a importância da austeridade e transparência no trabalho realizado por todos. E pediu para os futuros secretários se preparem para os primeiros 120 dias de governo.
Muito ainda está sendo estudado, nesses últimos 15 dias, e a nova gestão aposta em mudanças para o GDF. Entre elas, a criação de uma Controladoria-Geral, independente e com autonomia para investigar, para auditar as contas, verificar os contratos e propor as medidas punitivas quando for o caso, “acreditamos que com a controladoria, ao lado das diversas corregedorias, controles internos mais o conselho de transparência, vamos ter muito mais fiscalização do que temos hoje”. O nome para ocupar este cargo ainda não foi definido.
No lugar da secretária de Turismo será criada uma Empresa de Turismo, como já acontece em outros estados. ” Nós já tivemos uma empresa de turismo aqui, que foi fechada, não por ser ruim, mas porque havia muita corrupção, na época do governo de Rogério Rosso”. Outra novidade é a criação de uma empresa que ocuparia o lugar da Agência Brasília.
Doyle também falou sobre a importância de acertar as contas, “é preciso ter austeridade e transparência para se gastar os recursos, evitando gastos supérfluos, sabendo onde se investir o dinheiro”. Ele reforçou a importância de se enxugar a máquina e evitar gastos com funcionários “fantasmas”, de acordo com Doyle “Os próprios funcionários estão informando para a equipe de transição que há setores onde funcionários não aparecem para trabalhar desde a eleição”.
Segundo o coordenador, “pela percepção geral, vemos um exagero de cargos comissionados, por isso, estamos achando que não vai ser tão difícil fazer esses cortes” A maioria nas administrações regionais, com repetição de funções e funcionários que não aparecem para trabalhar. Existe também a tendência para o corte de administrações.
A primeira etapa, do diagnóstico e da nomeação do secretariado, já foi encerrada. Agora serão realizadas reuniões com cada secretário, para ir desenhando a estrutura de cada secretária, levando em conta o que pode torná-las mais eficientes e promover o corte de 60% dos cargos comissionadas.
Estudos ainda estão sendo realizados sobre as diversas áreas, “o ano termina em 31 de dezembro, o quadro que estamos apresentando até agora, e o que temos até agora, mas podem acontecer coisas que melhorem ou piorem a situação”.
Em relação a lei da Câmara Legislativa que diminui a autonomia do executivo, Doyle afirma que lei é para ser cumprida, ” Complica, mas não impede, vamos ter levar todos os projetos de lei para a Câmara, mesmo cortando despesas. Vai complicar e demorar mais para as mudanças, o que representa um prejuízo, não para o governo, mas para a população”. Afirma
A partir de agora o trabalho começa a ser feito em conjunto com os secretários nomeados. Não está claro, nem se o futuro governador continua no Palácio do Buriti ou começa a gestão no Centro Administrativo, que tem uma despesa mensal de R$ 15 a R$ 17 milhões de reais por mês, e ainda não tem habites.

FONTE: DIÁRIO DO PODER

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